Powered By Blogger

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ano novo



2011 chegou com poucas novidades. O mercado da bola anda um tanto parado. As poucas movimentações, no entanto, soam bombásticas: há quem fale que o acerto de Ronaldinho com o Flamengo sai até quarta-feira. Houve quem cogitasse até que o Grêmio, clube que defendeu no início da carreira, estaria no páreo. O fato é que patrocinadores que banquem os altos salários do Show man, tanto em um clube quanto no outro, não faltariam. É fato também que a hipotética opção do craque pelo Flamengo com certeza tem relação com a óbvia preferência da Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, para que ele defenda o rubro-negro carioca. Seria uma tremenda atração para as transmissões, que normalmente giram em torno do time da Gávea. Nesse contexto, ficou em segundo plano a vinda do argentino Botinelli, contratado na tentativa de se transformar em micro fenômeno, como Dario Conca ou Valter Montillo.
Fora as especulações sobre o repatriamento de mais um medalhão do futebol brasileiro, poucas coisas agitaram o vai e vem do mundo da bola no final de dezembro. O zagueiro Miranda, do São Paulo, vai defender o Atlético de Madri. Lucas, um dos destaques do tricolor paulista, pediu 600% de reajuste salarial e pode não renovar com a equipe de Paulo César Carpeggiani. No Palmeiras, Kléber e Valdivia eram dúvidas para permanecer, mas uma conversa com o técnico Luís Felipe Scolari e a diretoria parece ter resolvido os atritos que ambos tinham com a comissão técnica. O Santos trouxe de volta Elano, além de agora contar com o goleiro Aranha e o lateral Jonathan. O Corinthians pouco se movimentou para reforçar seu time para disputar a Libertadores, limitando-se apenas a trazer jogadores de equipes de médio porte até o momento. No Rio de Janeiro, a única novidade além da possível ida de Ronaldinho ao Flamengo é a chegada de Souza ao Fluminense para disputar vaga na meia com Conca e Deco.
O futebol mineiro está lento como sempre. As mesmas táticas que não vêm dando certo nos últimos anos foram adotadas pelas duas principais equipes.
O Atlético até o momento fez 6 contratações, sendo que as de maior expressão são as do volante Richarlyson e do atacante Jobson. Seguem-se a eles vários nomes desconhecidos ou de jogadores em fim de carreira, como o atancate Magno Alves. Para o gol, vem o titular do Grêmio Prudente no último Brasileirão, Giovanni. Seguindo a tradição, a diretoria faz apostas em jogadores que, em teoria, não resolveria a vulnerabilidade da equipe em setores delicados, como o meio e a defesa.
Já o Cruzeiro segue com a política de contenção de gastos observada nos últimos tempos. Jogador bom? Apenas se for barato. O problema do centro-avante deu indícios de desaparecer após os boatos de que Rafael Moura estaria para ser contratado, mas bastou He-man fazer uma pedida alta e o Cruzeiro deu para trás na negociação. Como sempre, poucas novidades. Apenas o zagueiro Naldo vem para o lugar do indeciso Leonardo Silva, que acabou por não renovar seu contrato após quase 2 meses de negociação. A diretoria cruzeirense segue a tradição de sondagens pouco incisivas, e acabará por contratar 2 ou 3 jogadores baratos que não serão solução dos problemas, alegando "indisponibilidade no mercado". Claro, isso tudo depois de a janela estar quase fechada e todos os bons jogadores já haverem sido contratados.
O América luta para planejar um retorno positivo à Série A, esbarrando nas limitações financeiras às quais está submetido. A manutenção da base da equipe que fez boa campanha na Série B é seu maior trunfo. Talvez a tática seja se manter na elite por um ano, de forma a conseguir recursos suficientes para organizar uma equipe competitiva para 2012. E acredito que essa seja a melhor tática a ser seguida.
As más notícias vêm do Governo do Estado que, mais uma vez, demonstrou todo o seu descaso com o esporte mineiro. As obras no Independência, previstas para terminar no início deste ano, agora já são dadas como certas apenas no final dele. Anuncia-se mais uma temporada em que o futebol mineiro não terá casa na Capital do estado, enquanto borbulham os relatos de que no Estádio localizado na região do Horto poucos trabalhadores estão sendo utilizados na obra. Vergonhoso.
A temporada que inicia-se no final do mês de janeiro dá indícios de que será semelhante à última: com alguns grandes nomes, mas com a emoção restrita a um nível técnico nivelado por baixo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário